Carta aberta ao Governador eleito JACKSON LAGO

CARTA  ABERTA  AO  GOVERNADOR  ELEITO  JACKSON  LAGO 

                                               São Luis, 30 de outubro de 2006

Meu caro Jackson,

      Atravessou-se o mar Vermelho! Senhor Governador eleito, o povo do Maranhão acaba de escolher o caminho da mudança. Antes de mais nada gostaria de parabenizar o povo pela sua coragem e solidariedade por este gesto que o engrandece, gesto que marcará o seu futuro. Gostaria também de externar a minha admiração aos militantes e dirigentes dos partidos políticos que tiveram a ousadia e a perseverança de manter-se unidos até o fim, fato inédito na história do Estado. O passado já tinha gravado diversas oportunidades perdidas. Graças a Deus, chegou a maturidade tão desejada. E a você, Jackson, PARABÉNS. Foi o escolhido para manter abertos os espaços da liberdade conquistada ao longo desses anos com muitos trabalhos, desgastos  e sofrimentos. Por isso, neste momento, não posso deixar de relembrar todas as lideranças que deram sua vida por esta causa e que gostariam tanto de estar aqui para celebrar este dia. A eleição de 2006 apresentou ao povo a proposta de pôr fim à sua marginalização, à sua pobreza e até ao seu estado de miséria. A maioria respondeu: SIM.

      Assim sendo, estamos do outro lado do Mar Vermelho mas precisamos, para continuar a paráfrase do texto bíblico da libertação do povo da escravidão imposta pelo Faraó no Egíto, iniciar a travessia do deserto para chegar com segurança à Terra Prometida. Essa caminhada será a etapa mais difícil pois, haverá para uns a tentação de acreditar que era tão bom quando se vivia numa relação de dependência e para outros a saudade da mordomia da CASA GRANDE. Permita-me, meu caro Jackson, elaborar algumas reflexões que tem até conotações de sugestões pois, após tantos anos de trabalho junto ao povo de diversos municípios deste Estado, procurando despertá-lo para a conquista de sua cidadania, sinto-me impelido a escrever esta carta com simplicidade e sinceridade. Não o faço em nome e a pedido de ninguém a não ser de mim mesmo.

     Meu caro, você foi eleito pelo povo para não entrar mais na CASA GRANDE mas para junto a ele descobrir o caminho do futuro. Você não pode mais entrar nesta casa apesar dela ainda ser habitada por muita gente que o pressionará a estabelecer aí seu mandato pois, será difícil para esses moradores aceitar a perda ou renunciar a seus privilégios. O povo lhe deu o mandato de descobrir com ele a nova modalidade de Governar. Pois é, meu caro Jackson, você foi eleito Governador com esses dois grandes inimigos que o esperam: os inquilinos e o próprio prédio da CASA GRANDE. Em efeito, enquanto ela existir, existirá sempre a tentação de habitá-la. São os primeiros obstáculos na caminhada do deserto. Tarefa gigante ! Mas vale a pena para imortalizar o acontecimento na História do Maranhão.

      No decorrer desta campanha, você fez muitas promessas. Entre todas elas, uma deverá nortear seu mandato e não poderá ser sacrificada por qualquer motivo que seja : a de efetuar a mudança em aliança com o povo. Por isso, sua equipe será certamente composta de pessoas comprometidas com a mudança do jeito de governar além de serem pessoas que acreditam no povo. Você destacou nas suas conversas com o povo a proposta da MUNICIPALIZAÇÃO. Pois é, MUNICIPALIZAR é devolver o PODER ao Povo. Sonho com você a criação de uma equipe de pessoas que, acreditando na capacidade do povo, orientará sua política de ação numa constante descentralização de decisões. Impressiona-me em pensar que a CASA GRANDE só se tornará mais fraca a cada passo dado para a Municipalização e sem dúvida será  motivo para seus inquilinos abandoná-la.

      Sua história, Jackson, o levou a participar da elaboração da Constituição de 1988 que passou a se chamar “Constituição cidadã” pois nela foram escritas conquistas do povo e nela se encontra consagrada a proposta do novo modelo de Governar que você apresentou ao povo. Ocorre que essa proposta de MUNICIPALIZAÇÃO fica ainda muito desconhecida do povo e que, infelizmente, ainda não chegou a criar raízes no cotidiano dos municípios por não ter cativado os prefeitos. Em efeito, os Constituintes reconheceram o MUNICíPIO como “ente federativo”, equiparando-o ao Estado e à União, dando-lhe autonomia, criando os Conselhos Municipais com o poder de decisão na definição das políticas locais e incentivando a participação popular através das audiências públicas e outros mecanismos aí definidos mas, infelizmente, pouco se fez nos municípios para efetuar a mudança. Dezoito anos se passaram.

     Bem sabe que MUNICIPALIZAR não é gerenciar como ocorreu nos últimos anos no Maranhão. Já pensou se o Governo do Estado pudesse ajudar os prefeitos a assumir a responsabilidade de servir aos interesses do povo, administrando com seriedade e honestidade e a não mais se comportar prioritariamente como cabo eleitoral do governador ? Já pensou se o Governo do Estado pudesse ajudar a criar os Conselhos Municipais para que sejam compostos de representantes dos diversos segmentos da população como o orienta a legislação do país e não mais, quando existem, com pessoas, em muitos casos, parentes ou políticos amigos do prefeito? Já pensou se o Governo do Estado pudesse implementar a participação popular  nas diversas regiões do Estado para que chegue a definir as necessidades de sua região e a se comprometer com a sua realização ? Creio que é isso MUNICIPALIZAR como o expressou tão bem ao povo ?

     Definir a MUNICIPALIZAÇÃO como meta prioritária é incentivar a PARTICIPAÇÃO e consequentemente, afastar a miséria e a pobreza ainda reinantes em diversos rincões do interior e das cidades. Tenho certeza que, assim o fazendo, terá o orgulho de constatar o crescimento da auto-estima do povo e estará escrevendo uma bela página de História pois estará diante de um povo que afirmará sua DIGNIDADE.

     A melhoria da educação, da saúde, do transporte, da segurança, da infra-estrutura, enfim de todas as necessidades é importante e tem que ser feito, sim, mas sem os esforços para mudar a mentalidade inculturada no povo pelos donos históricos da CASA GRANDE manterá a relação de dependência e dos favores por um lado, e por outro lado sustentará o paternalismo e o assistencialismo de certos políticos que assim o praticam para se manter e se perpetuar no poder.

     E porque não criar a Secretaria da Cidadania que teria como objetivo a promoção da mudança de estilo de Governo, dando-lhe os meios humanos e financeiros para que seja capaz de promover tal trabalho, tanto a nível interno quanto a nivel dos municípios ? Será um sinal de que a mudança do estilo de GOVERNAR está acontecendo mesmo. E nas diversas regiões do Estado, esta Secretaria encontrará certamente parceiros.

     Meu caro Jackson, finalizo com os votos de sucesso pois a Esperança está no ar. Não há lugar para semear a dúvida e ainda menos para construir a decepção. No mutirão das forças unidas é possível sonhar um outro Maranhão.

                                                                Victor Asselin

Montréal, terre de mission

                        MONTREAL, TERRE DE MISSION

     En avril dernier, Son Éminence le Cardinal Jean-Claude Turcotte promulguait les conclusions du Synode diocésain de Montréal et les présentait comme « des propositions qui dessinent « le visage de l’Église que nous voulons être » (p. 4). Et parmi ces propositions, la 59e a attiré mon attention de manière particulière, en raison de son importance pour l’Église du Québec et du profond changement qu’elle implique dans notre engagement chrétien. Elle se lit comme suit: « Que l’Église de Montréal reconnaisse son territoire comme terre de mission et supporte l’action missionnaire des chrétiens et des chrétiennes à l’intérieur du territoire diocésain » (p. 25)

     Je voudrais réfléchir quelque peu avec vous sur la première partie de cette proposition, « Montréal, terre de mission ».

Soif de communion et de communication

     Je remarquais, ces dernières années, que les chrétiennes et les chrétiens engagés en milieux de marginalité et de souffrances, autant ici qu’à l’extérieur de notre pays, manifestent une sensibilité notable à la MISSION. Le pourquoi de cette observation m’intriguait. J’ai cherché et la démarche m’amena à penser que cet enthousiasme ne pouvait naître que du mystère de communion et de communication que l’on retrouve dans la TRINITE, origine de la MISSION. Le pape Jean-PAul II, dans « Redemptoris MIssio », signale en effet que « le dessein trinitaire… a donné un souffle nouveau à cette activité missionnaire, qui n’est plus conçue comme une tâche marginale de l’Église  mais intégrée dans le coeur de sa vie comme un engagement fondamental de tout le Peuple de Dieu. » (no.2)

Une option

     « Montréal, terre de mission » marque une option. Cette déclaration nous dit qu’à Montréal le message de l’Évangile n’est plus connu ou qu’on s’en est éloigné. Elle marque une action spécifique et prend le nom de MISSION pour bien la distinguer de l’activité pastorale. Je ne cite pas le texte de « Redemptoris MIssio » mais il est intéressant de s’y référer (RM no. 32 et 33) « pour éviter de courir le risque de ramener au même niveau des situations très diverses et de réduire, voire de faire disparaître, la mission et les missionnaires ad gentes » (id., no. 32). La proposition synodale devient une option pour l’Église de Montréal.

Montréal, théâtre d’une histoire missionnaire

     Une terre de MISSION c’est un lieu et pas n’importe lequel lieu. C’est un lieu de relations brisées, un lieu de souffrances en marge de l’Espérance apportée par Jésus-Christ. C’est un lieu de re-création. C’est le théâtre d’une action, d’une histoire qui nous dit que la création sortie des mains de Dieu, bonne et harmonieuse, a été blessée et qu’elle a besoin de salut. La Mission c’est le lieu du retour à la communion, de la redécouverte du bien-être de l’harmonie.

     L’écoute du cri du peuple est alors importante car c’est lui qui prolonge le cri de Jésus sur la croix. Faire l’apprentissage de l’écoute devient une orientation de base. « J’ai vu, j’ai vu la misère de mon peuple … J’ai entendu son cri … oui, je connais ses angoisses. » (EX. 3, 7) Ce cri des pauvres et des marginaux est une protestation. L’écoute du cri est prioritaire à l’enseignement et à la célébration. Le père Abbé d’Oka me disait dernièrement que les suicidaires, les décrocheurs et les décrocheuses et les itinérants et itinérantes sont les prophètes d’aujourd’hui. N’y aurait-il pas dans ces cris de douleur une espérance en la certitude de la victoire en Jésus-Christ ?

     Aller en mission chez-nous c’est se faire présent en milieu d’exclusion. C’est choisir de se faire présent dans des lieux de souffrances et d’apporter une parole de Vie et d’Espérance. C’est de la croix que surgira la VIE.

     Aller en mission c’est une rencontre au niveau de la FOI et non  pas seulement une rencontre de communion humaine, si profonde soit-elle, comme on peut la réaliser dans l’engagement social ou communautaire. Aller en mission c’est une expérience de foi qui donnera à la rencontre toute sa profondeur originale et unique. Quels sont ces lieux de solitude, d’exclusion et de marginalisation à Montréal ? Quels sont ces lieux où le message de Jésus n’a pas encore été présent ou ne l’est plus ? Pour rendre concret la déclaration synodale ne faudrait-il pas s’attarder à cette question pour prendre ensuite le chemin avec courage et audace ?

Des attitudes

     « Montréal, terre de mission » est une déclaration remplie d’Espérance. Elle invite à faire Église plus par la PRESENCE que par les OEUVRES. Une Église de l’ETRE plus que du FAIRE. Je me sens défié par des attitudes à changer. En voici quelques-unes.

     1. L‘acculturation, une tension permanente

         S’approcher et chercher à s’insérer dans un milieu d’exclusion nous met vite en contact avec une culture différente. Dans l’exercice traditionnel de la MISSION, nous comprenons qu’il fallait « sortir » de son pays pour « entrer » dans un autre qui n’était pas le sien. Faire « MISSION chez-nous » implique aussi une sortie de sa communauté chrétienne pour faire l’approche d’une autre à naître. Ainsi donc, faire mission implique une sortie de sa culture pour s’approcher d’une autre culture.

     L’itinérant, le drogué, le prostitué, l’homosexuel ont une culture qui leur est propre et originale. Faire effort pour s’approcher d’elle, pour la comprendre et la respecter, c’est ce que dans le langage missionnaire nous appelons «acculturation». Et l’acculturation n’est pas l’assimilation. Bien au contraire, c’est trouver le lieu de rencontre entre le soi et l’autre, c’est vivre un état de tension permanente entre sa culture et celle du partenaire. Quel sera ce lieu de rencontre ? Quel sera ce lieu de dialogue ? Il faudra en faire l’apprentissage avec les obstacles que le quotidien présentera. Renoncer à imposer sa culture et vivre le conflit entre la sienne et celle de l’autre, n’est-ce pas un premier changement d’attitude?

     2. La véritable pratique du pouvoir

         Un deuxième changement d’attitude est celui de l’exercice du pouvoir. Notre formation nous a appris à obéir et à faire obéir à la vérité enseignée. La vérité était le patrimoine de la hiérarchie et de l’Église. Dans le passé nous partions en pays étranger et nous avions la vérité dans nos bagages.

     Aujourd’hui, nous découvrons de plus en plus la nécessité de nous mettre à l’école de l’autre. Le véritable pouvoir ne résiderait-il pas dans la dignité de l’autre ? Prendre conscience de nos limites, les assumer et chercher ensemble une manière de vivre, ne serait-il pas une bonne manière de découvrir la vérité ?

     Je crois qu’un missionnaire en milieu d’exclusion à Montréal exercera le pouvoir en « aidant l’exclu à se dire » et « en aidant l’exclu à révéler l’action de Dieu déjà présent en lui. » Réaliser une démarche en constante communication avec l’autre me semble une excellente manière de chercher la vérité et par le fait même d’exercer le pouvoir qui libère et édifie.

     3. L‘inculturation, travail de fidélité à l’Esprit

     Si la Mission implique l’annonce de Jésus-Christ, le missionnaire aura à cultiver la fidélité et la confiance en l’Esprit de Jésus. En d’autres mots, l’expression que l’Évangile prendra et la communauté qui naîtra ne seront pas les expressions du modèle du missionnaire mais bien l’œuvre de l’action de l’Esprit Saint qui fera naître chez son peuple les expressions et le modèle bien appropriés au milieu. Une présence qui transforme et inspire son milieu est le signe par excellence d’une communauté marquée par l’Esprit de Jésus. Fidélité à l’Esprit plus qu’à soi-même, troisième changement d’attitude.

     4. Exclu en milieu d’exclusion

         En déclarant Montréal « terre de mission », le pasteur de l’Église locale vient de choisir une voie pour redynamiser l’Église. C’est sûrement un vœu qui lui est cher. C’est une invitation à prendre le chemin de l’exclusion. C’est une invitation à la conversion car ce n’est pas une voie à laquelle nous sommes habitués. Aller en milieu d’exclusion c’est s’exposer à être vu et considéré comme un exclu. Quel risque ! Et quel changement! C’est grandir dans un amour profond de l’Église et trouver sa seule force dans l’Évangile. Voici un quatrième changement d’attitude et pas le plus facile.

Conclusion

     Je me réjouis de cette déclaration synodale. Elle invite à la pleine COMMUNION à la Trinité: trois personnes vivant au même titre, sans domination ni subordination et remplies d’une soif infinie de participation. Puis-je être celui qui, par sa disponibilité, soit capable de témoigner la PRESENCE de Celui qui veut se donner aux humains dans l’histoire, les attirant à chercher et à vivre la communion entre eux et dans la société. La soif de communication des humains et du respect du cosmos ne sont-ils pas des réflexes de la Trinité ?

     Merci. La Mission n’est pas une faveur que nous donnons à l’autre mais un don que l’autre nous fait. Il nous accueille chez lui et nous fait le don gratuit de l’Autre qui nous appelle à être ses partenaires de diffuseurs de l’Amour.

Montréal, 29 juin 1999

                                                        Victor Asselin, ptre

Où trouver le visage de JÉSUS ?

                              OÙ TROUVER LE VISAGE DE JÉSUS ?

     Les ambigüités de la vie et du quotidien nous poussent souvent à chercher plus profondément le sens des événements et les raisons qui justifient notre manière d’être et d’agir. C’était un jour de semaine, quelques jours avant Noël, et j’arrivais à une maison de chambres*. François était là, assis, et devait donner une réponse à sa mère qui venait de lui téléphoner pour l’inviter à un repas à l’occasion des Fêtes. « Qu’en penses-tu », me dit-il, « dois-je lui donner une réponse affirmative ou négative ? » « Ce qui m’écoeure là-dedans c’est que cette invitation arrive seulement en temps des fêtes. En dehors de ce temps, je n’ai pas de famille. »

     Le temps des Fêtes serait-il un temps de souffrance ou un temps de réjouissance ?

     Un temps pour les pauvres

     Le temps des Fêtes n’est-il pas un temps où l’on pense davantage aux pauvres ? On y prépare des milliers de paniers de Noël; on organise des guignolées; on recueille et on répare des jouets pour les enfants; on visite et on chante dans les résidences de personnes du troisième âge; on offre des banquets pour les familles et les célibataires recevant le B.S. et combien d’autres choses. Puis, quand tout est fini, on fait des statistiques. « Ce fut un succès, dit-on, car on a distribué cinq cents de paniers de plus que l’an dernier, on a recueilli trois cents kilos de plus de nourriture non périssable et les repas ont été fréquenté plus que jamais ».

     Oui, c’est vrai, il y a eu beaucoup de bénévolat, de générosité et de partage. On est satisfait car on a soulagé la misère pour quelques heures. Et pour la grande majorité des pauvres on est satisfait aussi car ce temps qui rappelle trop de souffrances est enfin terminé !

     Une question

     La pauvreté est-elle un bien ou un mal ? J’ai souvent entendu le rappel de ce verset de l’Evangile: « Il y aura toujours des pauvres parmi vous » comme si on voulait me rappeler qu’on a besoin des pauvres et qu’ils sont nécessaires. Ne voudrait-on pas justifier une manière de penser et d’agir ? Il m’arrive parfois de penser que la pauvreté est un bien car elle permet de développer le sens de la solidarité et de garder la conscience d’une dignité blessée.

     Mais pourquoi la pauvreté fait-elle l’objet d’une discussion toujours très animée ? Pourquoi est-elle un sujet très controversé? Pourquoi suscite-t-elle tant d’animosité ? Pourquoi fait-elle, de la part de Jésus, l’objet d’une option ? J’aimerais réfléchir avec vous, aujourd’hui, comme chrétien. Je désire partager avec vous quelques moments car mon apprentissage auprès des pauvres me laisse toujours en état de questions. Le milieu des pauvres est-il un lieu d’annonce de l’Évangile ?

Un rappel

     C’était en 1974, au Brésil. J’étais vicaire épiscopal du diocèse et coordonnateur de pastorale**. Il me semblait que pour être davantage fidèle à ma vocation je devais habiter dans un quartier où les gens vivaient dans des maisons sur pilotis. J’y suis allé et je m’y plaisais. Les relations avec les gens étaient excellentes et je me sentais bien protégé par mon environnement malgré la prostitution, les vols et tous les problèmes connus en milieu de marginalité.

     Mais, au cours de la deuxième année, lors d’une conversation amicale à la maison, on me dit tout bonnement : « Vas-tu rester ici encore longtemps ? » Cette question m’incommoda. Que sous-entendait-elle ? « Eh bien voici, me dirent-ils, tu as les conditions de vivre en milieu meilleur que celui-ci et par ta présence ici, tu viens nous dire qu’il est bon de vivre dans ces conditions de misère. Saches que si tu ne quittes pas ce quartier, on te rejettera comme on rejette la misère. » J’étais encore sous le choc de la remarque car je croyais avoir fait un choix important dans ma vie. Et eux de continuer: « Si tu veux vraiment montrer que tu es avec nous, sors, va demeurer dans un lieu « normal » et continue d’être avec nous pour qu’ensemble nous trouvions des issues à la situation de misère ».

     J’ai alors compris que ma présence dans ce milieu exprimait un engagement qui ne reflétait pas encore le véritable esprit de l’Évangile. J’ai suivi les conseils des gens du quartier. Mon engagement auprès d’eux me fit entrer dans une voie très étroite, celle de l’humilité et de la solidarité. Les vrais problèmes ont commencé. La lutte avec les pauvres c’est aussi une lutte contre les causes et les responsables de la situation. Ce furent des années difficiles et même très difficiles mais combien profondes et fructueuses.

La pauvreté, image de la création blessée

     L’expérience de1974 m’a toujours accompagné et c’est ce que j’essaie de continuer auprès de compagnes et de compagnons en milieu d’itinérance du Centre-Sud et du Centre-ville de Montréal. Cette première expérience m’a ouvert les yeux et m’a appris que toute situation de pauvreté est une offense au Créateur. Dans le langage de théologie chrétienne on dirait : c’est « une situation de péché ». Les divers visages de la pauvreté ne sont-ils pas les divers visages du mal?

     Peut-on aimer la pauvreté ? Peut-on aimer le mal ? Peut-on aimer ce qui défigure la personne humaine et la création ? Jésus est pourtant venu habiter les milieux de pauvreté et de souffrance! N’est-il pas venu dire que la pauvreté est une bonne chose et que les pauvres sont les meilleurs ?

     Non et non. La pauvreté n’est pas aimable. Le visage du pauvre n’est pas admirable.

Le pauvre habité par Jésus

     Quelle est donc l’originalité de l’Évangile si le visage blessé de la création et du pauvre ne sont pas aimables ? C’est peut-être ici que le mystère de Dieu prend toute sa vigueur et son espérance. Jésus est « venu habiter » là où on avait fermé la porte. Jésus est venu habiter les milieux de pauvreté et de souffrance. Le visage du pauvre devient alors aimable et admirable non en lui-même mais parce qu’il cache le visage d’un Dieu plein d’amour pour sa création.

     L’option de Jésus pour les pauvres ne repose nullement sur le bienfait de la pauvreté ou sur la pitié qu’Il aurait eu pour les pauvres mais sur sa volonté de faire surgir le NOUVEAU de la marginalité. L’option de Jésus devient un lieu privilégié de PRESENCE et d’appel à la présence. L’Évangile ne nous demande pas d’aimer le visage du pauvre mais de découvrir le vrai visage du Dieu caché dans le pauvre pour, peu à peu, faire resplendir les visages originels de la Création et du Créateur.

     Le milieu de l’exclusion est le lieu par excellence de la révélation de l’Amour du Père. C’est un lieu où nous n’avons rien à défendre, un lieu de fragilité où le pouvoir réside dans la conscience de la dignité des personnes. Ce sont les lieux des figures bibliques de l’orphelin – l’enfant de l’autre -;  de la veuve – l’épouse de celui qui n’est plus – et de l’étranger – le résident d’ailleurs. En d’autres mots, le milieu de l’exclusion et de la marginalité est le chemin de l’ouverture à l’autre qui vit sans résidence, sans abri et sans famille et qui, conséquemment, conduit à l’AUTRE.

Pourquoi en est-il ainsi ?

     Jésus, fin pédagogue, a choisi un chemin qui, malgré les évidentes contradictions, invite à chercher et à découvrir le véritable visage de l’Amour.

     a) La marginalité, lieu du cri du pauvre

         J’ai découvert que pour découvrir le visage de Dieu, il me fallait d’abord entendre le cri du pauvre et apprendre à l’écouter. C’est un lieu où il y en a des cris et ces cris sont des cris de Dieu. Comment entendre ces cris de Dieu si je ne vis avec les pauvres ? « J’ai vu mon peuple humilié… et j’ai entendu ses cris … Oui, je connais ses souffrances ! » (Ex. 3,7) Il est là. Il a pris place. Il est venu habiter.

     Comme le cri du pauvre est important! C’est lui qui prolonge le cri de Jésus sur la croix. C’est un cri de protestation lancé à la face de ceux et celles qui ne croient pas et n’espèrent pas mais aussi un cri de foi et d’espérance car il interpelle et exige un changement.

     C’est le cri du « gars » qui affirme avec vigueur: « Je n’ai jamais demandé d’être schizophrène; je n’ai jamais demandé d’être accompagné par un psychiatre et je n’ai jamais demandé de manger un paquet de pilules par jour ». Il protestait et avait raison. Et d’autres, en paroles d’encouragement, lui disaient: « oui, c’est vrai, mais tu n’en demeures pas moins un fils de Dieu ». C’est aussi le cri des itinérants qui protestent contre le temps des fêtes car « il nous oblige à penser que nous sommes oubliés. »

     Entendre et écouter le cri du pauvre n’est-ce pas le premier pas pour découvrir le vrai visage du Dieu en qui nous croyons ?

     b) La marginalité, lieu de libération

         Les pauvres m’ont aidé à prendre conscience de la misère qui m’habite et que sans elle, il m’est impossible de découvrir le visage de Dieu. Le milieu de l’exclusion est le lieu des misères humaines et c’est là que je dois apprendre à vivre. Le pauvre n’est-il pas forcé de vivre en milieu de péché ? C’est terrible et angoissant de penser à cela.

     Mais cette angoisse fait tellement mal aux tripes qu’elle fait naître une espérance. Tout devient possible : le monde de l’exclusion est habité par le Dieu de la vie. Jésus n’a pas trouvé d’autre place pour naître que celle de l’étable et de la mangeoire.

     Le rejet a fait naître la VIE. La Résurrection a pris racine dans la souffrance pour lui en donner une réponse. « Je suis venu pour qu’ils aient la vie et qu’ils l’aient en abondance ».

     Prendre conscience de la misère et s’émouvoir au point d’en être angoissé me semble bien un pas pour découvrir le Dieu de l’Espérance. Le milieu des exclus est un milieu de solidarité car la misère et la souffrance nous obligent à avoir besoin des autres.

     c) La marginalité, lieu privilégié d’engagement

     Je me souviens du grand éducateur brésilien Paulo Freire qui insistait sur l’AGIR. Pour lui c’est l’élément décisif pour une authentique conscientisation. Il rappelait le témoignage de Jésus qui disait : »il ne peut pas y avoir de plus grand amour que de donner sa vie pour ses amis » (Jn 15,13). Ca me rappelle le début d’une conversation avec un « gars » de la rue lorsque je suis arrivé à Montréal. Avant même de commencer la conversation il me demanda: « Es-tu capable de partager, toé ? si t’es pas capable, on n’a rien à se dire ! ».

     Les milieux de marginalité sont des lieux d’engagement pour la justice et pour l’Amour. Ce n’est pas évident de vivre dans un milieu où les contradictions sont les plus flagrantes. Apprendre à vivre sans juger et à  aimer sans condition oblige à un changement radical. Le véritable visage de Dieu chez le pauvre ne se révélera que s’il rencontre en moi une qualité de présence et de service. Le visage du pauvre se transforme. Il devient celui d’un Jésus encore crucifié mais rempli de certitude et d’espérance.

     Voilà le miracle ! Les facettes multiples du visage du Dieu des chrétiennes et des chrétiens se révèlent. Le visage du Dieu AMOUR apparaît. C’est un visage d’Amour qui naît de la haine; c’est un visage de lumière qui naît de la noirceur; c’est un visage de tendresse qui naît de la brutalité; c’est un visage de compassion qui naît de l’insulte à un compagnon; c’est un visage de partage qui naît de l’estime exagéré de soi …

     Qu’il est donc contradictoire de voir ce visage du Dieu Amour dans celui d’un toxicomane, d’une prostituée, d’un sidatique ou d’un joueur compulsif ! Et c’est pourtant le Dieu des chrétiennes et des chrétiens car c’est Celui de Jésus.

     La présence en milieu d’exclusion et l’amour inconditionnel au pauvre me semblent être les éléments de l’agir transformateur et solidaire désiré par Jésus.

Conclusion

     Vivre en milieu de pauvreté et d’exclusion, comme Jésus, n’est pas une consécration de la marginalité et de la pauvreté mais une option passionnée pour la communication et la communion avec Celui qui se cache sous le visage du pauvre. Être solidaire du pauvre c’est édifier l’homme nouveau

     L’Église est en santé quand elle se fait présente en milieu de marginalité et c’est sûrement ce qui lui permettra d’être capable d’oser et de risquer. Se laisser interpeller par le pauvre c’est prendre un chemin qui libère. On ne supporte pas longtemps le regard du pauvre. S’approcher de l’appauvri, de l’exclu et du marginal est évangéliquement libérateur parce que déstabilisateur.

     Saint Mathieu au chapitre 25 de son Évangile donne l’adresse du Tribunal où tous et toutes seront jugés.

Montréal, le 28 décembre 1998

                                                                    Victor Asselin, ptre

* Il s’agit d’une résidence réservée aux itinérants de Montréal et administrée par l’équipe de l’Accueil Bonneau fondée par la communauté religieuse des « Sœurs grises » – religieuses de la Charité de Montréal.

  ** Diocèse de Pinheiro, Maranhão, Brésil

 

 

Les élections de 1993

                                         LES ELECTIONS DE 1993

     Nous sommes bien d’accord que les coutumes de la société québécoise ont bien changé depuis 1950. Nous le sentons. Nous le vivons. Il y a, aujourd’hui, un mode de penser et d’agir qui contredit les principes moraux alors acceptés et respectés. Tout cela n’est pas mauvais. Au contraire. Mais puisqu’il faut appeler les choses par leur nom, nous disons donc que nous traversons une « crise morale ». Mais ce qui est plus sérieux encore que la « crise morale » c’est la « crise de la morale » qui nous pousse à accepter avec la plus grande naturalité le fait qu’il n’est pas nécessaire d’avoir de norme qui oriente notre vie privée et notre vie publique. Vous savez, c’est très sérieux et très dangereux lorsque, comme personne ou comme peuple, nous n’acceptons plus la morale, c’est-à-dire les valeurs qui garantissent la réalisation personnelle et sociale de l’être humain. Quand cela arrive, tout homme et toute femme perd sa dignité et le sens de sa vie.

     Savoir vivre au milieu de son temps est source d’équilibre et d’engagement. Savoir questionner son temps est signe de recherche et d’avancement. Voici pourquoi à l’approche des élections fédérale et municipale et, dans quelques mois, provinciale, j’ai cru opportun vous adresser cette lettre. Question de vouloir faire un pas avec vous pour, au moins, comprendre la situation qui se dégrade à chaque jour. Au milieu de cette crise je sais que beaucoup parmi nous s’interrogent, réfléchissent, souffrent et se défendent tant bien que mal. L’intérêt ou le désintérêt des citoyennes et des citoyens à la vie publique est le signe de la vitalité ou de l’engourdissememt de la vie démocratique du pays ou de la municipalité.

     Comme pasteur de notre communauté chrétienne, il me semble opportun rappeler certaines valeurs qui trouvent leur fondement dans le comportement de Jésus et que nous retrouvons dans les Évangiles. Je vous livre quatre points qui, à mon avis, peuvent aider à comprendre le pourquoi de la crise morale actuelle. Les voici:

 

1. Dans la société d’aujourd’hui, l’économie, la politique et la technique suivent leur propre logique. Reconnaître et affirmer leur autonomie est un avancement important mais si nous oublions leur référence à la religion et à la morale nous risquons fort de perdre le sens du service aux personnes et l’importance du Bien Commun si nécessaire à l’harmonie de la vie en société.

2. Dans ce contexte, la société stimule et encourage l’INDIVIDUALISME. C’est la culture du « chacun pour soi ». On privilégie très souvent et parfois exclusivement les intérêts individuels dans la prise de ses décisions. On dit par exemple « c’est toi qui décide ». C’est très vrai que chacun et chacune est appelé à prendre ses décisions personnelles mais encore faut-il que toute décision évite la création de préjudice à la collectivité. L’INDIVIDUALISME gruge par l’intérieur les valeurs de la fraternité et de la solidarité. C’est l’attitude de Cain: »Suis-je le gardien de mon frère ? »(Gn. 4,9)

3. « C’est en se donnant qu’on reçoit » disait Saint François d’Assise. En regardant autour de soi, nous ne sommes pas sans constater que la vie sociale se détériore graduellement à tous niveaux. On y perçoit même des gestes de corruption et de violence. Ça semble une conséquence logique d’une société où la défense des intérêts privés prime sur les besoins de la collectivité.

 

     Ne serait-il pas bénéfique nous questionner et questionner toute personne au service du public sur la nature des intérêts défendus ? En politique, cherchons-nous à répondre aux besoins de la population ou à satisfaire les intérêts d’une clientèle choisie?

4. Enfin, tout cela attire notre attention sur les inégalités sociales qui engendrent un état d’injustice et de pauvreté. On a imprimé le mythe de la richesse chez tous et toutes et la lutte s’engage sournoisement. La propagation du travail au noir en est un exemple patent. On peut même se demander si telle pratique n’est pas volontairement planifiée pour favoriser les intérêts des plus nantis ?

 

     La crise morale et la crise de la morale sont à nos portes. Au moment où nous sommes appelés à exercer un devoir de citoyenneté, prenons un temps pour mieux évaluer l’importance que nous donnons à la vie publique et pour mieux discerner le choix que nous aurons à faire.

     Beaucoup parmi vous s’interrogent sur l’opportunité de nouveaux styles de vie marqués par la liberté et la solidarité. On a aussi soif d’expérience qui ouvre au sacré. C’est un chemin plein d’espérance à condition qu’on veuille vivre incarné dans la réalité d’aujourd’hui. Vivre l’aujourd’hui à la manière du passé ou vivre l’aujourd’hui dans un contexte étranger à la réalité vécue sont deux options qui conduisent à nulle part. La nostalgie du passé et la fuite du réel détruisent l’histoire plus qu’elles ne la construisent.

     En terminant, dans une perspective d’une meilleure préparation aux élections qui s’en viennent, je vous propose deux questions :

     Quelle sera ta participation à la vie publique ? Crois-tu important participer à la vie publique ?

     Quelles valeurs orienteront le choix de ton vote aux prochaines élections ?

     Ensemble, réaffirmons notre volonté de faire de notre milieu un oasis de paix. C’est ce que nous appelons construire le Royaume de Dieu. N’est-ce pas ce que nous désirons ici, chez-nous ?

Saint-Nicéphore, 18 octobre 1993

                                  Victor Asselin, ptre curé

ILS SONT VENUS PARMI NOUS

                                 ILS SONT VENUS PARMI NOUS . . .

     Il y a quelques jours je participais à une réunion de pastorale sectorielle. On avait prévu à l’ordre du jour un temps pour écouter les Eglises ethniques présentes, à savoir la « mission chinoise » et la mission catholique latino-américaine « Nuestra Senora de Guadalupe ». Tout en essayant de donner mon attention aux  intervenants, je me suis pris à rêver. Nous étions dans une immense salle. Il y avait des représentants et des représentantes de chacune des ethnies vivant au Québec et des québécois et québécoises de chacune des Eglises particulières. Le climat était à la joie. L’Assemblée brûlait du feu de la MISSION. Et je me disais: pourquoi pas ? 

     Je revivais cette histoire inversée d’il y a trente ans. Moi, québécois, j’avais quitté ma ville, mon Eglise, mes amis pour aller travailler en terre brésilienne. Le curé de la paroisse m’avait dit: « je ne comprends pas pourquoi tu pars; tu commences ta carrière et déjà elle s’annonce merveilleuse. » Je renonçais à une carrière, disait-on. Dieu sait que mon choix de vie n’a jamais été influencé par le désir de faire carrière. Et alors, j’arrivais en terre étrangère. Ce fut une fête d’accueil riche et profonde. Je me rappelais aussi l’histoire missionnaire de bien d’autres comme moi, avant moi, de même origine que moi, qui, durant plusieurs générations avaient tout quitté pour annoncer Jésus-Christ et pour lutter pour la réalisation de son projet de justice.

C’est maintenant à votre tour …

     Et alors, aujourd’hui, je continue de rêver. Je rêve de faire MISSION CHEZ-NOUS. Je rêve de faire mission avec des chrétiennes et des chrétiens originaires d’Amérique Latine. Je ne mets pas de côté les contributions importantes et nécessaires des autres ethnies. Bien au contraire. Pour le moment je rêve avec ce que je connais davantage, c’est-à-dire avec le continent des Amériques. C’est là qu’est née et qu’a grandie ma vie missionnaire.

     Alors je m’interroge. Que faudrait-il faire pour qu’un chrétien ou une chrétienne latino-américain participe à la MISSION, CHEZ-NOUS ?  Oser poser cette question relève-t-il de l’imagination, de l’utopie ou de l’Espérance chrétienne ?  Je m’enthousiasme. En effet, le Dieu en qui je crois poursuit la construction de son Royaume. Il a observé que les ouvriers et les ouvrières d’ici sont fatigués et ont choisi plutôt la dé-mission. Pourtant la MISSION continue. De tous les coins des Amériques du Sud, Centrale et des Caraibes arrivent des croyantes et des croyants, assoiffés de liberté. Un merveilleux don de Dieu. Merci, vous êtes là. Votre présence est une invitation. Comme citoyen et chrétien, je vous dis « VENEZ, VOUS ETES CHEZ-VOUS. »

Qui êtes-vous ? 

     Vous arrivez de tous les pays d’Amérique Latine avec vos limites mais aussi avec vos richesses. Je n’ai pas à en faire l’éloge bien que je sois convaincu de l’importance de votre participation, comme chrétienne et chrétien, à l’oeuvre de la MISSION à réaliser, ici, au Québec.

     Le 15 décembre dernier, les évêques des Etats-Unis publiaient une déclaration intitulée « La présence hispanique dans la nouvelle évangélisation aux Etats-Unis ». Dans ce document ils reconnaissent la précieuse collaboration que les cultures hispaniques ont apporté dans le cheminement de l’Eglise américaine. Et je crois qu’il est important pour nous aussi de prendre conscience des richesses culturelles qui nous entourent pour les mettre au service du projet de Dieu sur la création.

     Je me permets de transcrire le passage où les évêques américains exposent les traits des cultures hispaniques qui ont permis de faire avancer l’Eglise américaine. Je le fais comme prise de conscience et comme incitatif à un engagement nécessaire. Pour fin de meilleure compréhension je dispose le texte de manière différente de l’original.

« Citons par exemple des attitudes telles que:

     – l’ouverture d’esprit;

     – une disposition accueillante pour ce qui est inattendu,  nouveau et non planifié;

     – la simplicité;

     – la reconnaissance qu’avoir besoin d’un compagnon et d’un soutien n’est pas une faiblesse, mais une part nécessaire de la croissance personnelle;

     – une fidélité créative et une détermination à honorer les promesses données;

     – un sens de l’honneur et du respect de soi et des autres,

     – une patience et une volonté de suivre les rythmes de la nature;

     – la conscience de marcher ensemble vers un destin commun;

     – une imagination vraiment créative capable de dépasser les apparences immédiates pour atteindre le coeur même de la réalité;

     – la propension à aimer son chez-soi, son pays et une conception élargie de la famille;

     – une confiance dans la Providence divine;

     – une prise de conscience que ce qui est vrai et droit vaut plus de sacrifices que la satisfaction immédiate;

     – les personnes sont plus importantes que les choses;

     – les relations personnelles sont plus épanouissantes que le succès matériel;

     – et la sérénité a plus de valeur que la vie trépidante ».

Missionnaires latino-américains ici ?

     Ce trésor, nous le retrouvons aussi parmi nous. Peut-il être mis à la disposition d’un pays d’adoption comme le Québec et d’une ville comme Montréal ? Comment la présence des latinos peut-elle devenir plus signifiante dans notre milieu ? Quelle signification peut prendre une telle présence dans une société où l’efficacité et la performance ont droit de cité plus que les personnes ? En effet, la mentalité moderne nous rend incapables d’une solidarité authentique en suscitant des besoins artificiels pour satisfaire les puissants besoins de la consommation.  Et notre société devient de plus en plus stérile. C’est la « culture de la mort » comme dirait le pape Jean-Paul II.

     Et alors, chrétiennes et chrétiens latino-américains, n’auriez-vous pas été appelés par l’Esprit pour venir réaliser sa MISSION CHEZ-NOUS ?  Quelle participation pourriez-vous alors donner à l’Eglise du Québec et de Montréal ?

     En pensant à cette question je me suis encore mis à rêver à la MISSION. Et je voyais toute une foule latino-américaine allumer le feu missionnaire dans les divers quartiers de la ville de Montréal et du Québec. On avait décidé d’affronter des défis de taille sans trop de planification ni de bureaucratie. L’Esprit souffle bien où il veut !  Vous me permettez de vous présenter quelques défis ?

     1. Un message de vie

     Vous arrivez avec les valeurs de l’entraide, du dialogue, de la rencontre gratuite, du temps perdu. L’humain est important pour vous. Il l’est aussi pour nous mais la société d’aujourd’hui nous a amenés à donner valeur à celui ou celle qui démontre une bonne capacité de production et de performance. En rappelant aux québécois et québécoises la dignité de la personne et les valeurs qui comblent intérieurement tout être humain vous distribueriez le meilleur des remèdes pour combler le vide de la solitude qui a envahi tant de foyers. Ne seriez-vous pas de ceux et celles à qui le RESSUSCITE confie la mission de vous faire solidaires des victimes de la « culture de la mort » ?  Voici un premier défi: annoncer la vie là où la mort s’est établie.

     2. Un message de liberté

     Vous avez laissé votre pays pour nous rejoindre ici. Vous aviez sans doute de sérieuses raisons, comme celles de la recherche de meilleures conditions matérielles ou du besoin de rejoindre des membres de votre famille déjà installée ici ou de la nécessité de trouver une terre d’accueil pour motif d’exil politique ou que sais-je encore … Vous avez vécu la souffrance d’être atteint dans votre liberté de quelque manière que ce soit. Ici, l’ambition de l’ »avoir plus » a développé une mentalité  de « dû » sans fournir aucun effort. Ainsi nous avons créé notre propre prison et la liberté se trouve enchaînée de mille et une manières.

     En trouvant une terre d’accueil vous avez découvert qu’il est possible, avec plus ou moins de souffrance, de retrouver sa liberté. Cette expérience vous donne l’autorité d’indiquer aux québécois et québécoises les sources d’aliénation de la liberté et la joie de la retrouver. Proclamer la liberté, celle qui libère de toute domination, n’est-ce pas un deuxième défi dans l’exercice de la mission qui vous incombe ?

     3. Un message de fête

     Un troisième défi vous attend: celui des retrouvailles de l’Espérance. Vous avez une manière bien à vous de vivre, d’exprimer et de célébrer votre foi. Vous avez conservé les raisons de vivre. Comme québécois et québécoises nous vivons un état de désespérance. La révolution tranquille fut très violente. Toute la culture a été remise en question et on a voulu effacer la mémoire du passé sans faire le discernement nécessaire. C’est ainsi qu’une bonne partie de notre culture religieuse et de l’héritage de notre foi a été balayée. Les lieux de culte sont le signe que nous ne savons plus comment vivre ni comment exprimer notre foi.

     Vous avez appris à célébrer les engagements et les luttes du quotidien. Vous avez conservé le sens de la fête malgré les difficultés de la vie. Vous alimentez votre bataille quotidienne par la Parole de Dieu. Votre présence « célébrative » au milieu et avec des québécois et québécoises serait une excellente manière de retrouver le dynamisme qui donne sens à la vie. Ce réveil, j’en suis sûr, ouvrirait un nouveau chemin pour l’annonce du projet de Jésus à l’approche du nouveau millénaire. Retrouver le sens de la fête, c’est retrouver l’Espérance. Voici un troisième défi à la hauteur de ce que vous êtes.

     4. Un message de foi

     Pour beaucoup d’entre vous vous avez vécu l’expérience de la pauvreté. Elle est le signe de l’absence du Dieu Père et du Dieu Amour en qui nous croyons ? En effet, la pauvreté, la misère, la discrimination, l’exclusion sont le signe de la présence du mal. Nous ne pouvons pas croire en Jésus-Christ et accepter des écarts si grands entre riches et pauvres.  Nous comprenons alors pourquoi, en Amérique Latine, l’option préférentielle pour les pauvres est le signe d’une culture façonnée par l’Évangile.

     En effet, c’est au milieu des appauvris et des exclus que nous pouvons vérifier la force de la foi car la foi qui n’influence pas les transformations culturelles n’est pas celle qui établit la relation avec Jésus-Christ et son message. L’Amérique Latine nous donne un exemple vivant d’inculturation. Vous qui avez vécu l’exclusion et la pauvreté et qui avez trouvé une porte de sortie par la solidarité humaine et par une relation privilégiée avec Jésus-Christ, vous pourriez, une fois de plus, au nom de l’Évangile, aider les chrétiennes et les chrétiens d’ici à croire à la force transformatrice de l’exclu et du pauvre. Faire l’expérience de sortir du mal personnel ou collectif c’est faire l’expérience de la puissance de l’Amour. C’est vivre sa foi. En conséquence, ce vécu suscite une espérance « qui ne déçoit pas ». Voici donc un quatrième défi qui contribuerait à la réalisation de la MISSION CHEZ-NOUS.

CONCLUSION

     C’est un début de dialogue. Je m’arrête tout en continuant à rêver ! L’Espérance est revenue. L’Église est redevenue signifiante pour les hommes et les femmes de chez-nous. C’est la merveille de l’Esprit. En retrouvant le chemin de la MISSION, les québécois et les québécoises ont créé une nouvelle identité chrétienne. Des frères et des soeurs latino-américains ont assumé de tout leur être leur responsabilité missionnaire. Notre foi a engendré une nouvelle culture. Rendons grâce, elle a retrouvé sa fertilité. Merci à vous, messagers et messagères qui êtes « venus habiter chez-nous » pour en faire votre chez-vous et notre chez-nous.

                     Victor Asselin, ptre

Montréal, 28 mars 1996