Viemos… caminhamos… celebramos…

VIEMOS …  CAMINHAMOS…  CELEBRAMOS

Naquele dia, Lucille Ratté, Lucille Chamberland, Stéphanette Lemire e Flora Poirier sairam de Nicolet, Québec, Canada e foram sentar-se às margens do oceano Atlântico, no lugar denominado Alcântara. Era o dia 09 de abril de 1957. Numerosas multidões se reuniram em volta delas, coxos, paralíticos, leprosos, mulheres gestantes, presos. Falaram com eles e elas tantas coisas. “O semeador saiu para semear”. As vezes a semente caia em terreno inapropriado, em terreno cheio de pedra, em terreno seco, espinhos cresceram mas também em muita terra boa.. E esta aventura se tornou tão gostosa que se espalhou em diversos cantos do Maranhão, do Tocantins e chegou agora até Goiás sem esquecer suas profundas relações com a Colombia. Estamos em 09 de abril de 2007. Neste dia, após CINQUENTA anos, o que aconteceu com a semente ?

            Margarida continuava a andar e chamava as suas irmãs a cuidar da qualidade da semente espalhada. Por isso, após esses anos, com as novas MARGARIDAS de raça e de cores diferentes, deu-se por certo que, apesar das mortes sofridas no cotidiano, o REINO está mais florido pois elas cuidaram da semente de tal maneira que ainda hoje se encontra em boas condições para ser espalhada.

            A semente foi oferecida a todos e a todas sem distinção. Havia sempre semente para quem quisesse. Foram anos de abertura, de acolhida fraterna, de amor-providência. Foram anos de PRESENÇA QUALIFICADA. Momentos sombrios serviam para buscar nova dinamização.

            A semente foi tratada sem artíficio e sem adubo destruidor. Guardou a simplicidade de sua casca e, por isso, sua aparência foi a expressão do real vivido entre si eem comunidades. Vidasimples, sem complicação.

            A semente foi plantada também em terrenos difíceis de acreditar que poderia dar frutos. A teimosia, às vêzes,  em querer ir além do terreno espinhoso ou pedregoso, levou as semeadoras a descobrir terreno de excelente qualidade quando venceram a superfície para chegar à profundidade das pessoas individual e comunitáriamente. Sinal de que a perseverança e a busca da vivência dos valores do Reino conduzem à descoberta do tesouro escondido.

            Não posso fechar estas palavras sem manifestar uma profunda gratidão pela SOLIDARIEDADE sempre manifestada e nunca negada em situações e circunstâncias problemáticas. As irmãs da Caridade ainda tem muitos desafios pela frente mas ficarão sempre vivas em qualquer lugar que seja, enquanto continuarão a assumir o testamento de Margarida. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc. 4, 9)

                                                          Seu irmão Victor Asselin

 

 

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